terça-feira, 5 de julho de 2011

Áreas de Contabilidade e Finanças devem contratar mais

A chance de um executivo brasileiro responder positivamente ao ser questionado sobre a intenção de contratar profissionais de Finanças e de Contabilidade é grande. De acordo com a Pesquisa Internacional de Mercado de Trabalho realizada pela Robert Half, revelou que 54% dos brasileiros apostam no aumento de suas equipes nos próximos seis meses. De longe, o Brasil é o país onde há maior confiança. Em países como Suíça, Dubai, Luxemburgo e República Checa o índice não passa de 15%.
As principais razões para as novas contratações em Finanças e Contabilidade, no Brasil, são o crescimento dos negócios/expansão (53%) e o aumento da carga de trabalho (30%). O levantamento elaborado pela líder mundial em recrutamento especializado ouviu 2525 executivos da área de Finanças e Recursos Humanos no Brasil, Áustria, Bélgica, República Checa, Dubai, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Suíça e Holanda.
“O Brasil continua como um dos principais alvos dos investimentos e há um volume grande de empresas em expansão, o que justifica a necessidade de ampliação dos quadros”, explica Mário Custódio, especialista em recrutamento da divisão de finanças e contabilidade da Robert Half.
Desafio
Em contraposição à grande oferta de oportunidades e empresas brasileiras em busca de profissionais das áreas de finanças e de contabilidade está a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada.
Entre os brasileiros, 97% consideram desafiador encontrar profissionais qualificados, sendo que um em cada dois executivos brasileiros avalia a tarefa como muito desafiadora. Em países como Luxemburgo (57%), Dubai (49%) e Bélgica (29%) não tem sido desafiadora a busca por talentos de Finanças.
Para os brasileiros, os profissionais qualificados de finanças e auditores são os mais difíceis de serem encontrados. “O volume de trabalho das áreas contábeis é grande e as companhias percebem que precisam de alguém que conheça em profundidade as normas IFRS (do inglês, International Financial Reporting Standards) e saiba aplicá-las”, aponta o especialista.


Esta matéria é uma contribuição do discente Rodrigo Neves, componente do Grupo de Pesquisas e Estudos Contábeis - Graciliano Ramos

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Novos padrões contábeis em governos vão passar do prazo

por Fernanda Bompan (DCI)
 

A implementação de instrumento que deixará as contas públicas mais transparentes pode não estar pronta até 2012, quando a lei prevê que União e estados devem estar adaptados às novas normas contábeis com padrão internacional, similares ao modelo de International Financial Reporting Standard (IFRS) aplicado na iniciativa privada. Segundo o presidente do Conselho Regional de Contabilidade, em São Paulo (CRC-SP), Domingos Orestes Chiomento, não há uma punição prevista. Desta forma, facilita que eles não cumpram a legislação até janeiro do ano que vem ou posteriormente a esse prazo. O presidente do CRC-SP acredita que a data limite para a adaptação não será prorrogada.
 
No entanto, Chiomento comenta que o governo está se mobilizando para capacitar gestores públicos nas novas normas de contabilidade. "É um processo, e o governo vai fazer o possível para que seja finalizado o mais breve possível", diz. "Ainda é cedo para falar em punições. Neste primeiro momento deve haver uma tolerância maior", acrescenta.
 
O coordenador da Câmara Técnica do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), e um dos membros do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), Nelson Mitimassa Jinzenji, concorda com Chiomento. "O governo está a trabalhar para que tudo fique pronto. É que essa adaptação demora mesmo", diz. Segundo ele, houve lentidão para que as normas, pertencentes ao International Federation of Accountants (Ifac) fossem traduzidas. "E o Ifac só aceitava liberar as regras depois que o CFC estabelecesse um contrato [com empresa] para a tradução. Isso levou um tempo", comenta. "Agora que já estão traduzidas, 14 regras estão a ser debatidas em audiência pública. É possível que esse processo termine em setembro. Contudo a adaptação total vai demorar mais", prevê.
 
A adequação às novas normas de contabilidade deveriam ter sido colocadas em prática desde 2008, quando foi publicada portaria do Ministério da Fazenda número 184, de 25 de agosto daquele ano no Diário Oficial da União. As regras serão encabeçadas pelo Sistema CFC/CRCs (formado pelo Conselho Federal e pelos Conselhos regionais de Contabilidade) e pela Secretaria do Tesouro Nacional.
 
Por outro lado, somado ao fato de que não há punição prevista em lei, não há um órgão regulador para fiscalizar o cumprimento da norma. Para o presidente do CRC-SP caberá ao poder legislativo verificar o cumprimento dessas regras.
 
Importância
 

Domingos Orestes Chiomento afirma que a adequação do setor público a esse padrão internacional é importante para a credibilidade do governo, tanto pela sociedade brasileira, quanto para "melhora ainda mais" a visibilidade do Brasil no exterior. De acordo com o texto da portaria da Fazenda, a adaptação reflete na "importância de que os entes públicos disponibilizem informações contábeis transparentes e comparáveis, que sejam compreendidas por analistas financeiros, investidores, auditores, contabilistas e demais usuários". E continua ao dizer que: "a adoção de boas práticas contábeis fortalece a credibilidade da informação, facilita o acompanhamento e a comparação da situação econômico-financeira e do desempenho dos entes públicos, possibilita a economicidade e eficiência na alocação de recursos".
 
"A sociedade brasileira ganha de uma forma geral. Será possível acompanhar de maneira mais rápida os motivos para estabelecer a previsão orçamentária e ver quanto e como a União ou estados está gastando. O resultado disso é que o governo deve se preocupar na qualidade de suas despesas ou controlar seus gastos", analisa o presidente do Conselho Regional.
 
"A adoção das normas internacionais alinha o Brasil com os mercados mais importantes do planeta, pois trazem os critérios de comparabilidade e a transparência que as empresas globalizadas exigem para aderir aos negócios", diz Chiomento. "Mesmo que não haja alguma punição para a não adaptação dentro do prazo estabelecido, o Brasil está no caminho certo", complementa Nelson Mitimassa Jinzenji.

Fonte: DCI – SP, via FENACON

Esta matéria é uma contribuição do discente Rodrigo Neves, componente do Grupo de Pesquisas e Estudos Contábeis - Graciliano Ramos