quinta-feira, 21 de junho de 2012

Há alguns dias que o clickcontábeis da ênfase, em suas publicações, à importância da informação gerencial contábil. Reconhecendo a importância desta, no contexto da eficiência empresarial alimentada por informações fiéis e precisas, corroboramos nossa intenção em viabilizar a difusão de informações concernentes a esse tema.
Para as empresas que não dispões de eficientes sistemas de controle de custos, estoques, etc uma grande arma aliada a eficácia gerencial está atrelada ao controle efetivo de uma grande arma gerencial dentro da empresa, que é o controle do Fluxo de Caixa. E mais uma vez, sob a influência das ricas e referenciais aulas de análises de balanços do prof. Flávio Dantas, trago aos leitores e seguidores do clickcontábeis essa matéria superinteressante e relevante para o tema.

[Flávio Dantas]: “Mesmo não havendo um sistema de custos eficiente ou minimamente confiável, o administrador, pode, através do controle dos fluxos de caixa, com pulso firme, ter um norte eficaz na obtenção de informações relevantes para o gerenciamento da empresa”. 


6 Dicas para um Fluxo de Caixa Eficaz
 Saiba como fazer do fluxo de caixa um elemento de gestão e planejamento do seu dia a dia. 

Aquelas empresas que decidem adotar o fluxo de caixa no seu dia a dia, geralmente o tem mais como um instrumento de acompanhamento dos pagamentos e recebimentos no curto prazo do que como um instrumento de gestão.

Um fluxo de caixa eficiente, além de considerar as saídas de caixa, seja para as despesas do dia a dia, seja para realização dos investimentos, aquisição de ativos, estoques, contratação de pessoas, entradas de caixa etc., deve estar alinhado com o Orçamento e o Plano de Negócios da empresa, e contemplar uma visão de médio e longo prazo.

Aqui vão algumas dicas para a elaboração de um fluxo de caixa eficaz:

Inventário.Faça um levantamento de todas suas despesas e receitas, atuais e futuras, planos de investimento e expansão, preferencialmente alinhado com seu Plano de Negócios, e os organize por natureza: operacional, não operacional e investimentos.

Horizonte.O ideal é que o Fluxo de caixa contemple um horizonte correspondente ao ciclo operacional da Empresa. Geralmente este ciclo compreende o período de um ano, mas atividades de ciclo mais longo exigirão um horizonte maior. Empresas que trabalham com encomenda ou por safra, por exemplo, devem considerar o tempo médio da encomenda ou safra como seu ciclo operacional.

Detalhamento.Geralmente, para o primeiro ciclo operacional, é feito um nível de abertura das despesas, receitas e investimentos bem detalhado. A partir daí, e até o horizonte definido pelo Orçamento e Plano de Negócios, geralmente de 3 a 5 anos, estes itens são agrupados.

Atualização.Assim como todos os outros instrumentos de gestão, Orçamento e Plano de Negócios, o fluxo de caixa deve ser atualizado periodicamente. O horizonte de um ciclo operacional deve ser atualizado mensalmente, enquanto que para os demais períodos, a atualização deve ser efetuada concomitantemente à revisão do Orçamento e Plano de Negócios.

Conservadorismo.Evite otimismo nas previsões das entradas e receitas. Um bom fluxo de caixa deve considerar o fato de que alguns clientes não pagarão na data do vencimento ou mesmo que alguns não efetuarão o pagamento, exigindo a necessidade da aplicação de um percentual de perdas sobre as entradas.

Acompanhamento.Antecipe-se a eventos operacionais que impactam o seu fluxo de caixa, atraso na inauguração de uma nova linha de produção, perda de um cliente, para que você possa atuar de forma pró ativa no seu fluxo de pagamentos. Desta forma, você poderá negociar com alguns fornecedores a postergação de vencimentos, ou mesmo a contratação de um empréstimo com taxas de juros mais atrativas do que ficar com a conta negativa no banco.
E lembre-se, tenha no fluxo de caixa um elemento de gestão e planejamento do seu dia a dia. 

Paulo Sérgio Dortas é sócio de Strategic Growth Markets (SGM) da Ernst & Young Terco.

Fonte: EndeavorBrasil.

Matéria postada por Werley Novais, membro do Grupo de Pesquisas e Estudos Contábeis Graciliano Ramos GPEC-GR.

terça-feira, 12 de junho de 2012


Lembro-me que ainda ontem, em sala de aula, foi exposto e discutido o conceito de benchmarking entre meus colegas e o Ilmo. Srº Professor Flávio Dantas, quando da apresentação dos trabalhos temáticos referentes à atuação e relevância do Contador Gerencial na Empresa, na disciplina Análises de Balanços. A eles e aos caríssimos leitores e seguidores deste blog trago este artigo bem elucidativo e contemporâneo acerca da importância do contra ponto da concorrência, à suas empresas, para avaliar a característica mercadológica a qual esta inserida, bem como aprender com o seu concorrente como tomar ou não tomar determinadas atitudes. Manter-se vigilante é primordial para não ser pego de surpresa e ser retirado do mercado como uma simples peça de um xadrez.

A Importância da Concorrência
Como o empreendedor pode aprender com os erros e acertos dos demais players do mercado?

Quando analiso uma empresa para investir ou um plano de negócios, uma das coisas que mais me incomoda é empreendedor que diz não ter concorrentes. Isso não significa que acredito ser impossível não haver concorrência em determinadas atividades, mas que essa possibilidade é extremamente remota.
Essa resposta me preocupa, pois pode indicar que o empreendedor, ou seus colaboradores, não estão atentos ao mercado e às suas lições e ameaças.

Concorrentes não são apenas aqueles que estão oferecendo concorrência em determinado momento, mas também aqueles que têm o potencial de fazê-lo ou até que já o fizeram no passado (mesmo que indiretamente) e que poderão, via reposicionamento estratégico, voltar a oferecer risco para seu negócio.
Da mesma forma, temos que ficar atentos àqueles players de mercado que não são concorrentes diretos, mas que podem ver a sua atividade como estratégica ou complementar ao seu negócio e passar de a exercer a mesma de forma extensiva com velocidade muito maior que a sua.

Por exemplo, supermercados que resolvem investir em lojas menores, oferecendo lanches rápidos, competindo diretamente com as tradicionais padarias de bairro ou empresas de soluções de comércio eletrônico que, da noite para o dia, podem ver seus negócios ameaçados por grandes varejistas.
Sendo assim, mesmo que um empreendedor não identifique um concorrente direto em um primeiro momento, recomendo que continue buscando tais ameaças, principalmente as não tão óbvias.

Observar a concorrência é importante também como forma de aprendizado. Tal observação agrega muito valor não apenas na identificação dos acertos, e sim principalmente dos erros.

Buscar os casos de fracassos ou de recuperação vale muito mais do que qualquer treinamento ou especialização em qualquer universidade de primeira linha.

Ler jornais especializados, seguir notícias de veículos no Twitter, entre outros, é uma excelente fonte de notícias. Ao se deparar com casos interessantes, crie uma disciplina para você e seus eventuais colaboradores debaterem esses casos de erros ou fracassos e como vocês enfrentariam situações semelhantes em seu negocio.

Não se trata de ser negativo ou profeta do apocalipse e muito menos de não ter uma visão positiva e otimista em relação ao seu negócio, mas sim de ter planos previamente estruturados para qualquer “acidente de percurso”. Lembre-se de que, embora ninguém deseje que um edifício pegue fogo, periodicamente é importante efetuar exercícios de simulação de evacuação e procedimentos para esses casos, pois em eventuais acidentes as pessoas estarão muito mais preparadas para enfrentá-los.

Muitos empreendedores que conheço temem em cogitar potenciais problemas, pois o seu DNA é de pensar positivamente – alguns julgam que isso pode “atrair” coisas ruins. Não caia nessa, seja positivo mas nunca deixe de ver, pelo menos, o que os outros fizeram de errado e lembre-se da diferença entre os tolos, os inteligentes e os sábios: os primeiros erram e nunca aprendem, os inteligentes, quando erram, aprendem com seus próprios erros, já os sábios, aprendem com os erros dos outros.

Carlos Alberto Miranda é sócio-fundador da BR Opportunities, gestora de Private Equity com foco em empresas de rápido e alto crescimento.

Fonte: EndeavorBrasil.

Matéria postada por Werley Novais, membro do Grupo de Pesquisas e Estudos Contábeis Graciliano Ramos GPEC-GR.